O AppID da Woovi é uma credencial que identifica sua aplicação e autoriza as chamadas à nossa API. Quem tem essa chave pode agir em nome da sua conta — criar e consultar cobranças, receber webhooks e acessar dados de clientes. Trate o AppID como uma senha do seu ambiente financeiro.
Regras básicas
-
Nunca versione a chave em repositórios de código (Git, GitHub, GitLab), mesmo privados.
-
Nunca envie a chave por chat, e-mail, WhatsApp, Slack, ticket de suporte ou planilha compartilhada.
-
Nunca cole a chave em ferramentas de IA ou LLMs (ChatGPT, Claude, Copilot, tradutores e formatadores de JSON online). Esse conteúdo pode ser armazenado por terceiros e sai do seu controle.
-
Nunca exponha a chave no front-end: JavaScript do navegador, app mobile ou HTML. Toda chamada autenticada deve partir do seu backend.
-
Nunca escreva a chave em logs, prints, gravações de tela, documentação interna ou mensagens de erro.
-
A equipe da Woovi nunca vai pedir sua API Key. Se alguém pedir, desconfie e nos avise.
Onde guardar: use um cofre de segredos
Não guarde a chave em arquivo de configuração comum, .env commitado, Notion, Google Docs ou gerenciador de senhas pessoal. Use um cofre de segredos, que centraliza o armazenamento, controla quem acessa e registra auditoria:
-
HashiCorp Vault
-
AWS Secrets Manager ou AWS Systems Manager Parameter Store (SecureString)
-
Google Secret Manager
-
Azure Key Vault
-
Doppler, Infisical ou 1Password Secrets Automation
A aplicação lê o segredo do cofre em tempo de execução (ou o recebe como variável de ambiente injetada no deploy). O valor nunca fica escrito no código nem na imagem do container.
Criptografia com KMS
Se você precisa armazenar a chave no seu próprio banco ou storage — por exemplo, uma plataforma que guarda credenciais de vários lojistas — criptografe com um KMS (AWS KMS, Google Cloud KMS, Azure Key Vault):
-
A chave de criptografia fica no KMS e nunca sai dele.
-
Sua aplicação envia o dado para o KMS criptografar/descriptografar (envelope encryption).
-
Permissões de
Decryptficam restritas à role específica do serviço que precisa. -
Todo uso fica registrado no log de auditoria do KMS.
Nunca implemente criptografia caseira nem guarde a chave de criptografia junto do dado criptografado.
Boas práticas operacionais
-
Menor privilégio: só as pessoas e serviços que realmente precisam devem ter acesso ao segredo.
-
Ambientes separados: credenciais diferentes para desenvolvimento, homologação e produção. Nunca use a chave de produção para testar.
-
Rotação periódica: troque a API Key com regularidade e sempre que alguém com acesso sair do time.
-
Logs limpos: mascare a chave (
app_****) em qualquer log ou telemetria. -
Scanner de segredos: ative detecção de segredos no repositório (GitHub Secret Scanning, gitleaks, trufflehog) e um pre-commit hook.
-
Valide webhooks pela assinatura recebida, não por segredo embutido na URL.
Se a sua chave vazou
-
Gere uma nova API Key no painel da Woovi e atualize sua aplicação.
-
Revogue a chave antiga imediatamente.
-
Revise as transações e acessos do período para identificar uso indevido.
-
Se o vazamento foi em um repositório, lembre que remover o commit não basta — o histórico e caches (forks, CI, mirrors) podem manter a chave. Rotacionar é obrigatório.
-
Fale com o suporte da Woovi.